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Blog de alvesrui
 


Filme - O show de Truman

A primeira coisa que me veio à mente quando assistia ao filme – “O Show de Truman” foi o filosofo Descartes quando estava supondo a existência de um malin genie no lugar de um Deus bom. Aquilo que Descartes supôs e utilizou como artifício para mostrar que o cogito é a verdade primeira, o personagem interpretado por Jim Carrey vivenciou, quando  descobriu que todo seu mundo, a realidade por ele conhecida era artificial, criada por outrem para engana-lo. “ E se não houver cidades, pontes, etc. nada enfim apenas ilusões criadas para iludir-me? " Claro que o filme tem varias possibilidades de análise, principalmente na questão da individualidade e na questão ética do direito de alguém, mesmo tratando-se de uma maioria ou uma unanimidade, enganar e usar um  indivíduo durante toda a sua vida desde o momento do seu nascimento, etc.

Rui Alves

Sinopse:
Pacato vendedor de seguros (Jim Carrey) tem sua vida virada de cabeça para baixo quando descobre que é o astro, desde que nasceu, de um tipo de “reality show” de televisão dedicado a acompanhar todos os passos de sua existência, no qual todas as pessoas de sua convivência são atores, menos ele próprio.

Ficha Técnica
Título Original:
 The Truman Show
Gênero:
 Drama
Tempo de Duração:
102 minutos
Ano de Lançamento (EUA):
1998
Site Oficial:
www.truman-show.com
Estúdio: Paramount Pictures
Distribuição:
Paramount Pictures / UIP
Direção:
 Peter Weir
Roteiro: Andrew Niccol
 Música: Philip Glass e Burkhart von Dallwitz

 



Escrito por alvesrui às 18h56
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Metafísica - o conhecimento - Aristoteles

 

Por natureza, todos os homens desejam o conhecimento. Uma indicação disso é o valor que damos aos sentidos; pois, além de sua utilidade, são valorizados por si mesmos e, acima de tudo, o da visão. Não apenas com vistas à ação, mas mesmo quando não se pretende ação alguma, preferimos a visão, em gera, a todos os outros sentidos. A razão disso é que a visão é, de todos eles, o que mais nos ajuda a conhecer coisas, revelando muitas diferenças.

     Ora, os animais nascem por natureza com o poder da sensação, daí adquirindo alguns a faculdade da memória, enquanto outros não. Por conseguinte, os primeiros são mais inteligentes e capazes de aprender do que aqueles que não podem se lembrar. Aqueles que não ouvem sons(como a abelha ou qualquer criatura semelhante) são inteligentes, mas não conseguem aprender; só são capazes de aprender os que possuem esse sentido, além da faculdade da memória.

     Assim, outros animais vivem de impressões e memórias e só têm pequena parcela de experiência; mas a raça humana vive também de arte (techne) e raciocínio. É pela memória que os homens adquirem experiência, porque as inúmeras lembranças da mesma coisa produzem finalmente o efeito de uma experiência única. A experiência parece muito semelhante à ciência e à arte, mas na verdade é pela experiência que os homens adquirem ciência e arte; pois, como diz Pólo com razão, “a experiência produz arte, mas a inexperiência produz o acaso. A arte se produz quando, a partir de muitas noções da experiência, se forma um único juízo universal a respeito de objetos semelhantes. Julgar que quando Cálias estava sofrendo dessa ou daquela doença isso ou aquilo lhe fez bem, o mesmo acontecendo com Sócrates e vários outros indivíduos, é questão de experiência; mas julgar que a mesma coisa faz bem a todas as pessoas de certo tipo, consideradas como classe, que sofrem dessa ou daquela doença ( por exemplo, os encatarrados ou biliosos que ardem em febre) é questão de arte.

     Pareceria que para efeitos práticos a experiência não é de modo algum inferior à arte; com efeito, vemos homens de experiência não é de modo algum inferior à arte; com efeito, vemos homens de experiência. A razão disso é que a experiência é conhecimento de coisas particulares, ao passo que a arte trata de universais; e as ações e os efeitos que produzem se referem ao particular. Porque não é o homem que o médico cura, senão casualmente, e sim Cálias, Sócrates ou alguma outra pessoa que tem igualmente um nome e é por acaso também um homem, Assim, se um homem tem teoria sem experiência e conhece o universal mas não o particular que deve ser tratado. No entanto achamos que o conhecimento e são mais sábios que os homens apenas experientes (o que implica que em todos os casos a sabedoria depende sobre tudo do conhecimento), e isso é porque aqueles conhecem a causa e estes não. Pois o homem de experiência conhece o fato mas não o por quê, enquanto os artistas conhecem o por quê e a causa. Pela mesma razão estimamos mais os mestres de toda profissão e achamos que sabem mais e são mais sagazes que os artesãos, pois conhecem as razões das coisas produzidas; mas achamos que os artesãos, como certos objetos inanimados, fazem coisas sem saber o que estão fazendo (assim como o fogo queima, por exemplo); só que, enquanto os objetos inanimados desempenham todas as suas funções em virtude de certa qualidade natural, os artesãos realizam as suas por hábito. Assim porque possuem uma teoria e conhecem as causas.

     Em geral, o sinal de conhecimento ou ignorância é a capacidade de ensinar e por essa razão achamos que a arte, e não a experiência, constitui conhecimento científico; por que os artistas podem ensinar e os outros, não. Além disso, não consideramos nenhum dos sentidos como sendo a Sabedoria. Eles são de fato nossas principais fontes de conhecimento sobre as coisas particulares, mas não nos dizem a razão de nada, como por exemplo por que o fogo é quente, mas apenas que ele é quente.

     È portanto provável que de início o inventor de qualquer arte que foi além das sensações ordinárias tenha sido admirado pelos companheiros não apenas por que algumas das suas invenções fossem úteis, mas como uma pessoa sábia e superior. E à medida que mais e mais artes iam sendo descobertas, algumas ligadas às necessidades da vida e outras à recreação, os inventores destas últimas eram sempre considerados mais sábios que os daquelas, por que seus ramos de conhecimento não visavam a utilidade. Daí, quando todas as descobertas desse tipo haviam sido plenamente desenvolvidas, inventaram-se as ciência s que não se relacionam nem ao prazer nem às necessidades da vida, e primeiro naqueles lugares onde os homens gozavam de tempo livre. Assim, as ciências matemáticas surgiram na região do Egito, porque ali a classe sacerdotal tinha tempo disponível.

     A diferença entre a arte e a ciência, de um lado, e as outras atividades mentais análogas, de outro, foi exposta na Ètica; a razão da presente discussão é que geralmente se supõe que o que chamamos Sabedoria diz respeito às causas e princípios primeiros, de modo que, como já vimos, o homem de experiência é considerado mais sábio do que os meros possuidores de uma faculdade sensível qualquer, o artista mais do que o homem de experiência, o mestre mais do que o artesão e as ciências especulativas mais doutas do que as práticas. Assim, está claro que a Sabedoria é o conhecimento de certas causas e princípios.

@@@@@@@@

 

Textos Filosóficos – Danilo Marcondes

 



Escrito por alvesrui às 18h40
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Santo Agostinho - Quarta Parte

 

A primeira pessoa a receber a noticia da sua conversão é Mônica.

Depois de receber o batismo, vai com sua mãe para Óstia para embarcar para a África.

Reúne um grupo de amigos que quer viver a amizade em plenitude

Procura a Deus cada vez mais. Através do pobre e o serviço ao próximo.

Obra: 118 obras, 270 cartas, 390 sermões

Confissões: confissão de meus pecados, profissão de fé e de louvor a Deus.

Resumo de seu pensamento: Amor, Verdade e Liberdade

Voz / Tu

Mais contemplação, louvor, do que confissão de faltas;

Mesmo quando esta contando seus erros, sua pequenez;

ele realça e evidencia a grandeza e a misericórdia de Deus.

A linguagem da verdade. Por estar falando com Deus.

“Permite que eu pó e cinza, fale à tua misericórdia. Deixa-me falar, já que à tua misericórdia me dirijo e não ao homem que de mim pode escarnecer.”

 

O pensamento teológico de Santo Agostinho pode ser assim resumido:

 Razão e fé – Crê para entender e entende para crer.

·        Verdade e Amor- as maiores forças do coração.

·        Deus e homem – “Fizeste-nos, Senhor, para ti e o nosso coração esta inquieto enquanto não descansar em ti”

·        Cristo e a Igreja- Cristo é a Cabeça e seu corpo é a Igreja ““.

·        A liberdade e a Graça – Aquele que te criou sem ti, não te salvará sem ti ““.

·        A caridade e a ascensão do Espírito – contemplação e apostolado completam-se mutuamente.



Escrito por alvesrui às 17h30
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Santo Agostinho - Terceira parte

********

Depois de procurar o sentido da vida, a Verdade, por meio da profissão, da filosofia e das religiões, desesperado pr não tê-lo encontrado, Agostinho procura dentro de si mesmo a resposta para suas inquietações.

Agostinho, em seu desespero, refugia-se em lugar silencioso, em um jardim em Milão

“Junto á nossa residência em Milão, havia um jardim do qual dispúnhamos. Para aí fui levado pelo tumulto do coração, onde ninguém podia interferir na luta violenta que travava comigo mesmo, e cujo resultado nem eu mesmo conhecia, somente tu”.

___”Retire-me, então, para o jardim. Alípio seguiu-me passo a passo. Sentamo-nos o mais longe possível de casa.”

Nesse estado de espírito, Agostinho chora e lamenta-se: Senhor, até quando?

“ Sentia-me preso ao passado, e por isso gritava desesperadamente: `por quando tempo direi ainda amanhã, amanhã? Por que não agora? Por que não pôr fim agora á minha indignidade?”

A abertura total e sua sinceridade permitem a Agostinho ouvir interiormente a voz de Deus.

__“ Assim falava e chorava, oprimido pela mais angustiante dor do coração. Eis que, de súbito, ou co uma voz vinda da casa próxima. Não sei se era de menino, se de menina. Cantava e repetia: Toma e lê.

Quando Agostinho aceita o convite de Deus, recebe a luz da fé.

__ “Peguei o livro do apostolo Paulo, abri e li em silêncio:” Comportemo-nos honestamente, como em pleno dia, sem comezainas nem bebedeiras, sem licenciosidades nem devassidões, sem brigas nem invejas. Mas revesti-vos do Senhor Jesus Cristo, e não vos abandoneis ás preocupações da carne para lhe satisfazerdes as concupiscências.

 ( Rm 13, 13-14)

O encontro com a Verdade, o encontro com Deus – a conversão – determinam para Agostinho uma mudança em sua escala de valores e a reformulação de seu estilo de vida.

___ “Doravante, somente a ti eu amo; somente a ti quero estar unido. È a ti que eu procuro, a ti quero servir, porque somente tu é s meu Senhor. E eu quero pertencer somente a ti”.

*********

 



Escrito por alvesrui às 17h26
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Santo Agostinho - Segunda Parte

Certa vez, sua mãe, Mônica, pede a um bispo muito conhecido por ter convertido muitas pessoas, que converse com Agostinho para que ajudar tirar suas dúvidas, para converte-lo enfim. O bispo recusou por algum motivo, e diante de suas súplicas, o bispo respondeu: Vai em paz e continua a viver assim, porque é impossível que pereça o filho de tantas lágrimas. 

Vai para Roma para melhorar seus negócios. Foge, então, pois Mônica não aprovava a viagem. Posteriormente adquire um cargo público em Milão, como orador, um tipo de relações públicas. 

“__Ò Verdade, ó Verdade, como já então do mais íntimo da alma, eu suspirava por ti”

Sua conversão foi um processo, a partir de muitos acontecimentos, da conversão de alguns amigos, relatos, sermões, etc. 

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Escrito por alvesrui às 17h25
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Santo Agostinho _ Primeira Parte

Santo Agostinho nasceu em 13-11-354 em Tagaste, norte da África, hoje Souk Ahras, Argélia.

Aurélio Agostinho, era um cidadão romano, o pai Patrício era pagão e a mãe Mônica era cristã. Metade dos habitantes de sua cidade era pagã; isto é, adoravam os deuses romanos- Júpiter, Minerva, Cúpido, Vênus, Netuno, etc.

Embora sua infância transcorreu numa atmosfera cristã, graças à sua mãe. Na  juventude,  tinha uma vida de paixões  desenfreadas, uma vida de devassidão, muitos amores, noitadas, bebedeiras, poesia, boemia, etc.

Muito inteligente, gostava de estórias de mitologia, declamar poesias, etc. Gostava de latim, mas não de matemática e grego. Foi terminar os estudos em Madaura e depois em Cartago. Mesmo com as farras e bebedeiras, tornou-se o primeiro aluno da classe, graças á sua brilhante inteligência. Pensava formar-se em Direito, graças a sua facilidade em argumentar, sua intimidade com as palavras.

Como era uma pessoa muito culta a  Bíblia era considerada por ele muito simples:

“_ A sua simplicidade (da Bíblia) repugnava ao meu orgulho e a luz da minha inteligência não lhe penetrava no íntimo.”

O que mais inquietava Agostinho, era não ser feliz. Queria amar e ser amado. Sentia um vazio em sua existência. Não tinha a verdadeira paz. Como buscava insaciavelmente o amor, nunca se sentia satisfeito. Agostinho procurava a Paz, a felicidade, só que não se contentava com pedaços de paz  e felicidade. Nada o satisfazia. Ele queria o Absoluto.

Nessa busca incessante pela Verdade ele adota o Maniqueísmo, doutrina que prega a existência de uma guerra entre o bem e o mal.  A partir de dúvidas do tipo - Por que Deus permite o mal? - Os maniqueístas aparentavam uma pureza de intenções e rigorismo severo, então muita gente era enganada por isso, embora fosse uma doutrina quase infantil. Talvez por justificar nossos pecados é que Agostinho aceita o maniqueísmo, já que este considerava que o mal e o bem são iguais, têm o mesmo poder, estão equilibrados harmonicamente dentro de mundo e de nós.

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Escrito por alvesrui às 17h24
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A justificação do Estado Moderno

 

A lógica do poder.

“...ele estudava meticulosamente a história para extrair dela os exemplos de que necessitava.”

Foi assim que Maquiavel detectou uma enorme diferença entre “ o que se vivia” e “como se dizia que se deveria viver”, o que o levou a assumir uma postura teórica diferente,  que desse conta do real e mais voltada para a ação eficaz.

Assim, Maquiavel escreve O Príncipe, uma espécie de manual sobre a arte de governar, e desmascara a lógica do poder, que é, antes de mais nada a lógica da força. O Universo político é uma guerra. A boa ação consistirá, portanto, naquela que consegue atingir, não importa como,os resultados almejados na busca do bem comum. Isso implica, como fica claro, o abandono da ética cristã e a separação entre a moral pública e a moral privada – em outras palavras, a secularização da política.

O governante deverá agir com virtú (“virtude”), conceito que em Maquiavel não tem relação nenhuma com bondade e justiça, e sim com força e valor, e está intimamente ligado ao de fortuna (oportunidade, acaso). Assim, a virtude maquiavélica se mostrará na ação contundente e oportunista, que revela a prudência do observador atento. O príncipe virtuoso será, enfim, aquele que aproveitar a situação para realizar as mudanças necessárias e assim alcançar seus objetivos.

 

A Luta inevitável dos opostos

Outra novidade do pensamento de Maquiavel em relação à tradição está no fato de que ele ressalta o aspecto agonístico da realidade: luta, discórdia, confronto são princípios sempre presentes na reflexão maquiavélica. Refletindo sobre esse aspecto, afirma o filósofo francês Merleau – Ponty :

“Entre o poder e os súditos entre o eu e o outro, não há terreno onde cesse a rivalidade. È preciso ou submeter-se á coação ou exercê-la. A todo instante Maquiavel fala de opressão e agressão. A vida coletiva é um inferno.”

Para Maquiavel, o conflito é inerente a toda a atividade humana, o que torna essa ruptura com a tradição ainda maior. Ele nos lembra Heráclito, filósofo da Grécia antiga, para quem a luta dos inumeráveis seres seria pura justiça. Maquiavel faz elogia do conflito quando considera as divergências não apenas inevitáveis, mas, também desejáveis, isto é, defende que a relação entre forças antagônicas deva ser sempre de equilíbrio tenso, para impedir tanto a “arrogância do rico” como a licenciosidade do povo”.

Trata-se, portanto, do reconhecimento de que a política se faz a partir de interesses divergentes, em contínuo movimento, o que resulta na concepção moderna de ordem, não mais hierárquica, mas que se configura no equilíbrio dos opostos, sempre passível de mudança, única condição capaz de trazer o bem comum. O poder político não se fundamenta, como antes se defendia, em Deus, na natureza ou numa razão superior. Ele não tem causa externa: surge como conseqüência da própria divisão e luta interna entre os indivíduos em busca de uma unidade. Ou seja, é a própria sociedade que funda o poder político.

Gabriel Chalita  ( Vivendo a Filosofia )

A palavra agonístico vem do grego agonistikós e significa “de ou relativo a luta”, particularmente a luta pela vida. As doutrinas agonísticas são aquelas que enfatizam a importância da disputa, do conflito nos diversos processos da vida ou que vêem na luta um instrumento de progresso.

 



Escrito por alvesrui às 17h13
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O AMOR É LINDO

Cisne negro se apaixonou por um pedalinho em formato de cisne branco, em Muenster, na Alemanha. Durante o inverno, os dois foram levados ao zoológico e agora retornaram ao lago Aasee, onde o romance começou.

UOL news 



Escrito por alvesrui às 15h10
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